Allan Kenayt, poemas

Atualizado: Ago 5

a Manuele Oliveira


de te saber assim, distante e platônico,

muito e amiúde, é que gostaria de um

dia, nos teus braços, morrer de amar,

mais do que pude. porém os estados


e o Distrito. porém os metros,

os quilômetros, as milhas desta

brasileira geografia mais a minha

dúvida contínua, de lembrar que


tu estás acima, bem ali, no Piauí.

porém este querer, quiçá português —

porque ouvido versos em decassílabos,


porque lido versos sobre mares e navios,

porque afundo, como uma âncora,

quando defronte da tua distância. 


a Clarice Lispector


uma das características da crônica —

olhando por cima, na pesquisa. lendo,

por dentro, Clarice Lispector — é dizer

o cotidiano em detalhes e intimidade.


porque tudo está já fadado ao término.

porque tudo isso em nós, diria Hilda, se

fará disforme. no entanto, como inserir

o contemporâneo numa breve narrativa


objetiva, sem me cair na poesia? porque tentei

dizer a infância d'uma planta & da sua folha,

por mim removida — para pesquisa. tentei a


crônica. mas após algumas leituras, revisões

e complementos, me deparei com a

incompletude& o silêncio do que escrevi.

Allan Kenayt é poeta quando há o espanto, quando há o que dizer.

E o que escreve pode ser encontrado no seu instagram @janelas.do.meu.quarto



...

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