AOS POUCOS, APAGADO

pelos dez anos de cárcere


Longe, muito longe,

uma luz vem atravessando

a escuridão.

É uma estrela morta

ainda nos iluminando

com seu clarão.


Eu, como um monge,

à soleira da minha porta

estou contemplando.

A estrela já morreu

e, morta, ainda resiste.

Mas, e eu?


Não estou morto,

apesar de estar morrendo

aos poucos.

Aprisionado,

vou perdendo luz, sendo,

aos poucos, apagado.


por Giovani Miguez, em Poemáticas.


Foto ilustrativa

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