Busco, mas não acho

Na solidão do céu,

vou desenhando meu papel

neste mundo cruel,

cheio de fel.


Contemplo as nuvens

que passam.

Contemplo as aves

que passam.


Olho ao redor.

Tudo é tão belo e colorido.

Mas, é fétido o odor

que sinto. Tão dolorido.


As nuvens passaram

levando com elas a chuva.

As aves passaram

deixando a vida mais turva.


Eu, poeta, vou

no céu, folha em branco,

sem nuvens, sem aves,

buscando quem sou.


Mas, não acho...


por Giovani Miguez, em Poemáticas.



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