Crítica: Sobre(viventes)

por @sonhosdeeros, Instagram.


Sobre(viventes) de Giovani Miguez é uma obra formosa e singela, de acessíveis mas profundas reflexões, convidativas a caminhar pelas suas questões (est)éticas num compasso gostoso, suave e sereno, tal como um livro se deve folhear.


A poesia de Miguez é colorida com jogos de palavras e traçada por espirais de sensações que nos permitem vestir a pele do derradeiro artista, quem sofre até de ouvir a gota se esvair no lavatório com a solidão da noite. É o apogeu da observância, um viver irrequieto, e a sucumbência no prazer de (re)criar uma atmosfera...


Desde a contemplação da Natureza à crítica política, da paisagem das cidades à trança de um ideal feminino, o poeta perfuma uma viagem transversal a todos os sentidos de ser humano, de ser vivo, de ser (cons)ciente.


Num misto progressivo de tradicionalismo e modernidade, compacta um livro infinitamente mais vasto do que as palavras e silêncios que nele insere, e auxilia a perpetuar pelos tempos a nobre arte da verdadeira poesia.


"(...) Assim é a vida,

nasce miúda e frágil para

na imensidão desaguar."


— Rio da vida, em Sobre(viventes).


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5.6.2020





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