De repente

De repente, estou pensando: Sou um bom pai. Vejo meus filhos, inocentes, ali, brincando, felizes. De repente, sou obsediado: Sou um mau pai. Ideias estranhas, diferentes, me invadem as entranhas. Como é possível viver entre certezas e incertezas? Afinal, paternidade não é um presente da Divindade? Meus meninos, crescerão de repente. Serão adultos independentes e, independentemente de minhas carências, homens plenos. Enquanto isso, eu, neste dilema que oculto, faço desta angústia tema para mais um poema, sem modéstia. Eles crescem, sempre crescem. E nós, pais, vamos juntos, envelhecendo, buscando paz, amadurecendo. De repente, eles serão pais, terão a própria voz, e nós, velhos avós, vendo em cada tropeço, um recomeço. Tudo isso, de repente. 16.04.2020 (G.Mgz)



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