Déjà Vu, primeiros poemas

ABSTINÊNCIA*


Desde que perdi a fé,

não posso mais com

café


ILUSÃO CAPITAL


Quero liberdade

da ilusão da capital,

do capital,

dessa ilusão capital:

ser cúmplice da prisão

liberal.


Quero retornar ao interior,

onde nenhum capital

me atingia;

quero o meu interior,

onde a maior ilusão era

ser livre; ser

primordial.


NÃO VOLTA!


Sonho

todos os dias

com minhas tardes

vadias

na minha cidade

natal;


as manhãs

nas cafeterias

da minha cidade

natal;


os amigos

que dividiam comigo

as histerias

de quem tentava se

ajustar ao contexto

social.


Mas, me revolta

saber que essa época

não volta.


DILEMA HUMANO


A realidade

nada mais é

que um tenso

problema

nesse imenso

poema

em que os homens

dormem.


__

* Primeiros poemas do Caderno Déjà vu e outras recorrências, iniciado em 5/5/2022.


#giovanimiguez

#sigaapoesia

2 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo