Mell Renault: uma esmeralda mineira

Infelizmente não sou um resenhista, mas sinto-me obrigado a falar de uma poetisa que anda me inspirando. Aceitem essa coluna como uma sincera indicação.


Gostaria de indicar, mais que isso!, de pedir a você que me lê que procurem pela escritora mineira, de Esmeraldas, Mell Renault, autora de Patuá (Coralina, 2019) e Flor de Sal (Penalaux, 2020). Falo de uma poetisa como há muito eu não encontrava no panteão da grandes poetisas brasileiras. Com perdão é claro, a Cecília Meirelles, Cora Coralina, Adélia Prado e Elisa Lucinda, minhas eternas divas da poesia brasileira.


Para o bem da poesia, Mell Renault existe. Trata-se daqueles pedágios poéticos obrigatórios e necessários. Conheci Mell e seu trabalho pelas redes sociais ao acaso, por "culpa" do algoritmo. Foi paixão à primeira vista. Sua poesia inebriou-me a tal ponto que tive que ler Patuá não por mera curiosidade, mas por dever poético. Poesia mineira, mas contemporânea, suave no ritmo e intensa na profundidade de suas analogias, metáforas e referências.


Ler Patuá foi como dançar com as palavras e se deixar ser conduzido pelas curvas do verbo, pelo bailar da poesia e ainda encantar-se com a simplicidade dos poemas. Não cansa. Não decepciona. É apaixonante.


Mell dialoga em sua obra, inclui-se aí os incríveis plaquetes poéticos que divulga, com Ana Cristina Cesar, Ferreira Gullar, Hilda Hist, Manoel de Barros e uma safra preciosa de poetas lusófonos. Falo de um diálogo sutil na forma, profundo no conteúdo e original, como ela, na essência poética que encerra.


Travo diariamente contato com a poesia desta mineira de Esmeralda diante da coleção de pedras preciosas que é a poesia brasileira. Digo sem medo de errar: Mell Renault é uma esmeralda em processo de avançada lapidação.


Acabo de receber seu livro Flor de Sal e prometo que este ganhará uma modesta resenha aqui na coluna, pois é impossível não ler esta mineira o devido encantamento.


Conheça o trabalho de Mell Renault.


Eu garanto que valerá cada verso, cada estrofe, cada suspiro.




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