Minha poesia: reflexões do poeta

Não postarei poesia hoje, mas falarei da minha poesia.


Para mim, poesia é encontro. Por isso, o que espero da poesia é encontrar pessoas e, sobretudo, encontrar a mim mesmo. É claro que na lógica do encontro há muitos reencontros em perspectiva.


Hoje, concedendo uma entrevista, me perguntaram sobre por onde começar a ler minha obra poética. Pensei e respondi o obvio: pelo começo, ora! Explico: minha poesia é totalmente estruturada a partir da lógica de um diário. Escrevo a partir de minha experiência existencial e tendo como perspectiva uma percepção est(ética) dessa minha experiência.



Por que estou dizendo isso?


Recentemente tenho recebido muitas mensagens de pessoas tentando interpretar minha poesia a partir de suposições a meu respeito. Gente que me conhece e, pasmem, quem não me conhece É normal, mas não é verdadeiro, pois apesar da marca existencial que minha poesia carrega, eu, como poeta, prefiro que a mesma seja sentida e não interpretada.


Sei que minha vontade é distante do que acontecerá de fato. Mas senti a necessidade de deixar este registro, pois quando assumi minha condição de poeta, o fiz de peito aberto e sabendo que muita coisa fugiria do meu controle, inclusive as percepções a meu respeito.


Entregar-se à poesia é desnudar-se. Mas, esse desnudar precisa ser um ato de mão dupla. Eu, no ato versejar entrego-me. Você, que lê minha poesia, faz o mesmo, mas a partir de sua existencialidade e não da minha.


Há nesse movimento de entrega mútua um ato de construção respeitosa.


Nós vamos nos conhecendo e, no verso registrado, nos reconhecendo.


Clique no link para assistir alguns registros audiovisuais da minha obra poética.


Poesia que segue!

20 visualizações