Mundo-poema

Atualizado: Jun 16

( lendo Espantografias, de Alberto Pucheu)


Hoje, pelas ruas, flanei.

Enquanto, a esmo, vagueava

minha mente deliberava

sobre o mundo que ela, atenta,

alcançava.


No flanar do corpo, a mente,

em pensamento, afagava

tudo o que alcançava,

tudo o que, esteticamente,

espanto lhe causava.


No meu flanar,

pensei ser o mundo, ali,

observado,

um poema encerrado

em si mesmo.


Toda a poesia

colapsava na existência

do mundo-poema

como documento,

como ciência.


por Giovani Miguez, em Propositum.




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