Não há cura

A CURA É UM PROCESSO, não um ponto de chegada. Quando entendemos isso, o percurso terapêutico fica mais leve, embora nem sempre mais breve.


A vida humana é fadada ao colapso, ao adoecimento por uma imposição biológica e temporal. Todos, sem exceção caminhamos para a morte, de um jeito ou de outro.


A terapêutica, em alguns casos, é sempre paliativa, embora necessária. Um colapso biológico, psíquico ou espiritual sempre será apenas manifestação da realidade que é a finitude.


Toda cura é, no limite, sempre provisória na nossa história. Uma sutura. No tempo da nossa existência, não há cura, apenas resistência da nossa estrutura.





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