Nenhum remédio

As almas

amanheceram frias.

As ruas, vazias.

O vírus se alastrava,

mas tinha quem não

acreditava

nos corpos empilhados,

e, por isso, faziam aglomerações

por tola negação.

Ninguém ligava

para os humilhados

pelos barões

do Capital que, ciosos,

mas perversos,

tentavam a todo custo

salvar a economia

dos efeitos adversos

daquela maldita

pandemia.

Mais de um ano

se passou,

nenhum remédio

para o tédio,

apenas um torpor

enganando a dor

que o vírus,

potencializado

nos causou.


por Giovani Miguez, em Poemáticas.





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