No vibrar das cordas

Ouço o som do alaúde.


Evangelina Mascardi toca J. S. Bach. Eu, sentado no sofá, penso nesse movimento que generosamente está a me tocar, como o beijo de uma onda no mar.


Evangelina dedilha com leveza. Eu, ouço mas não tenho certeza se alcanço toda aquela beleza que o alaúde barroco espalha pelo ambiente triste que meu mau humor espalhou pela sala.


Eu ouço o som. Mas, não consigo acreditar que alguém possa ter tão magnífico dom de fazer o outro viajar apenas fazendo vibrar as cordas que movimentam o ar.


Evangelina toca. Eu, ali, quieto, apenas preencho minha alma oca com o som doce do alaúde.




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