No zênite da noite

A noite escura,

o vento uivando,

tanta secura.

Os cães ladravam

para a lua, para as estrelas

que brilhavam.


Nos becos

em silêncio, ratos

causavam ecos.

Aos poucos, a rua

ia sendo tomada pela

indiscreta íngua,


que, por gula,

criava estranha

vírgula

que ia abrindo

estranha inflexão

na nossa rota.


Sem reflexão,

o flagelo foi crescendo

na escuridão.

A lua,

de fase em fase

ia iluminando a charrua,


preparando

a alma

─ com calma! ─

causando êxtase,

dando ênfase,

dizendo: evolua!


Não sei

se por sorte,

passou a noite,

a morte

não suportou

o zênite!


( por Giovani Miguez )




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