Ricardo Garcia, poemas


O poeta que pagaremos nosso pedágio dessa vez é um poeta das quebradas, um poeta que vive de, para e na poesia. Um grande parceiro, o Poeta da Paulista, que vem direto da Ilha da Poesia.


Se não conhecem, deviam. Com vocês, Ricardo Garcia!


MANHÃS


Nas manhãs frias

do inverno dentro de nós

trazemos muitas bagagens

devendo desatar os nós

nós que desatamos unindo

a união que separa

separados do mundo

mundo frio

frio silêncio da alma

que acalma

que faz falta.

Manhãs frias

onde o calor

é a vontade de fazer

tudo que não foi feito

nas manhãs frias

tudo que não foi dito

tudo que foi proscrito

nas manhãs

frias...


FUGA


De cima das pedras

olho para o mar

e ele me diz

que devo voltar.


Reencontrar quem amei

expulsar os fantasmas que criei

tentar resgatar o amor

que um dia abandonei.


Covardia desesperada

fuga na madrugada

sem pensar em você

egoísmo que me maltrata.


O ontem é hoje

quem amou continua

a amar no silêncio

escoltado pela covardia.


Mas o mar me diz

que devo voltar

que você não me esqueceu

e em mim, continua a pensar...


INCRÉDULO


Olhando para ao céu

pergunto o que aconteceu

para você vir me dizer

que o nosso amor morreu.


Morreu a paixão

morreu o carinho

somente ficou a dor

no coração abrindo o caminho.


Olhando para o céu

pergunto o que aconteceu

onde foi que eu errei

pois o que morreu

só morreu para você.


E mil mortes tenho morrido

desde que você se foi

deixando para trás

meu coração, rasgado e ferido.


Olhando para o céu

fico tentando responder

porque nosso amor morreu

isso não posso compreender.


Ricardo Garcia, de Jaú, interior de São Paulo, é poeta, fundador e habitante da Ilha da Poesia. Conhecido como Poeta da Paulista, a palavra é sua religião. Autor de Da Ilha da Poesia (Selin Trovoar, 2020), em parceria com Giovani Miguez. Instagram: @poetadapaulista.



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