Umbralinos

aos ignorados


nos umbrais, buscam refúgio

na leitura de algum pedaço

de papel.


não têm outro mundo

senão o que habitam

ao léu.


abraçam a fome, a sede e.

por guetos, perambulam

sob o céu.


faça frio ou calor,

resta-lhes apenas a dor

tão cruel.


indigentes, ainda assim são gente,

humanos desumanizados,

sem troféu.


nos umbrais, aguardam, pacientes

o dia de haver-se com o tal deus

nalgum céu.


#GiovaniMiguez

#sigaapoesia




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